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Nov 11th, 2007
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Etieneps:
Etiene Pellizzari Spack, nasci no ano de 1985 em Curitiba (PR) e sou graduada em publicidade e propaganda pela Universidade Positivo (2006). Recentemente, em parceria com Luciani Legroski, abri uma loja de artesanato em Campo Largo (onde moro) para ensinar e também tentar encaixar minhas ilustrações no cotidiano de outras pessoas.
Fiz duas exposições coletivas: a primeira em 2006 com Fulvio Pacheco no “Espaço de Arte Lá em Casa”, minhas ilustrações eram coloridas e retratavam “meninas-mulheres” ingenuamente sedutoras: são as meninas de dentro da gente; e a segunda em 2007 no Museu Histórico de Campo Largo com a união da poesia de Michel Cunha, as fotos de Lucas Rachinski e de ilustrações minhas.
Em 2008 houve um convite de um amigo para pintar a parede do seu quarto e também aconteceu a primeira edição do Mucha Tinta no La Lupe, foi aí que comecei a me sentir mais a vontade para encher as paredes com cores e desenhos. E outras oportunidades para pintar paredes vieram, principalmente em Campo Largo.
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A Terra e a Lua, dois globos oculares
Os olhos azuis
que querem para a Lua voar
pedem a ela todas as noites
que sejam maiores do que o mar.
E assim,
com eles bem maiores do que o mar,
pode um mundo inteiro
ser vertido em lágrimas.
E assim,
com eles bem maiores do que o mar,
será certeiro
o som luzido da risada,
que pode,
mesmo no vácuo,
por todo o espaço,
ser alegremente propagada.
Os olhos azuis,
brilhantes ou umidecidos,
olham para a luz da rua
e sempre muito agradecidos,
riem e choram para a sua mãe,
riem e choram para a Lua.
Thom
2004
Vida a Cores
Tem gente que traça a vida com sonhos
Mas ela, ela traça a vida a traços
Risca a lápis para levar tudo com delicadeza
E força a mão para conseguir aquilo que quer
Fala pouco, mas não precisa falar mais
O olhar e o sorriso dizem tudo
E quando não dizem, ela expressa no papel
Detalhes de um desenho que não pode se apagar
Desenho com detalhes de sentimentos pra passar
Tem gente que imagina o amanhã em preto e branco
Mas ela, ela garante um colorido especial.
Mitchel Cunha
Não devemos confundir autor e obra. O sábio diria que “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. A apreciação de uma obra de arte, seja de que natureza for, pertence antes ao universo do espectador, ao campo dos horizontes de expectativas históricas, culturais e psicológicas do leitor. Faço essa observação inicial para - no caso da Etiene Pellizzari, talentosa artista de grande futuro nas artes plásticas paranaense - desdizer o que disse antes.
Desde o primeiro ano da faculdade, sempre me chamou a atenção em Etiene a sua timidez de menina em contradição com a beleza estonteante dos olhos de mulher. Dei aula para ela no primeiro, no segundo e no quarto ano da faculdade de Publicidade, e sempre tive essa percepção. Sensação que se repete agora nos desenhos aqui expostos.
Hilton Castelo
É professor de Publicidade no UnicenP e especialista em Leitura de Múltiplas Linguagens.





